Tecnologia e StartUps: é preciso dropar na onda!

Por Nicholas Merlone

Na conjuntura global, rápidas mudanças ocorrem modificando os ambientes de negócios. Tecnologias como Blockchain, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Big Data, dentre outras, impactam as relações profissionais. Igualmente, ocorre também a internacionalização dos negócios, de modo que as relações comerciais estejam interconectadas e coordenadas entre Países do Globo Terrestre. Trata-se de fato de tendência irreversível. Não há como evitar isso. Para tanto, é preciso estarmos preparados.

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Apesar das causas de falência, na economia mundial, as startups movimentaram US$ 2,3 trilhões (2015 a 2017), aumento de 25,6% comparado ao período de 2014 a 2016 (mapa do Global Startup Ecosystem 2018 – pelo projeto Startup Genome).

Nessa direção, o ambiente brasileiro de inovação permanece desarticulado e não integrado, de modo a problematizar os incentivos à inovação, bem como atrapalhar as parcerias entre os órgãos envolvidos, além de obstruir sua imagem no mundo.

No âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) foi instituído o Portal da Inovação, com o objetivo de sistematizar o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), o que de fato não gerou resultados.

Nas esferas estaduais e municipais não é diferente. Não há iniciativas concretas no sentido de implementar uma organização efetiva e eficaz, que beneficie as atividades inovadoras.

Nesse panorama, destaco a importância da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e outras, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que financiam pesquisas em laboratórios das universidades, donde surgem novos empreendimentos disruptivos, como startups educativas, jurídicas, financeiras, do agronegócio, da indústria e dos serviços.

Nesses ventos, a atuação de bancos e empresas é fundamental na promoção e no estímulo dessas iniciativas. Os dois possuem centros de pesquisas próprios e também financiam novas iniciativas.

Neste ano de 2019 que se aproxima, as startups, diante da escassez de recursos públicos, devem se relacionar com potenciais investidores-anjo e fundos de investimentos privados. Para se ter ideia, conforme análise da organização Anjos do Brasil, em 2011 os investidores-anjo movimentavam R$ 450 milhões. Já em 2017, o valor pulou para R$ 984 milhões.

Apesar disso, não nos custa elencar algumas fontes de financiamentos públicos. Tais como: 1) Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT); 1.1) Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep); 1.2) Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); além do próprio: 2) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na esfera jurídica, cabe mencionarmos a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que procura proteger os usuários na Internet, bem como as próprias empresas, no tocante à privacidade e segurança de seus dados.

Além disso, também destaco as LawTechs, que criam ferramentas digitais com o uso de inteligência artificial, para o auxílio dos advogados e empresas, no que se refere à imensidão de processos judiciais no Brasil, além da automação de tarefas burocráticas, bem como até mesmo robôs que seguindo o estilo de redação técnica do advogado, produz petições para o profissional, como se este as tivesse escrito de próprio punho.

Já o jogo político não fica de fora dessas inovações. Vivemos numa democracia semi-direta. Isto é, há a representatividade política do povo pelos governantes, e também o povo exerce diretamente o seu poder, uma vez que detentor da soberania popular. Neste último caso, pode exercer o seu poder político, através de Plebiscito, Referendo e Iniciativa Popular (formas previstas na Constituição). Também é possível que o exerça diretamente por outras ferramentas, como Conselhos e Audiências Públicas. Porém, nos dias de hoje, seu exercício igualmente pode ocorrer pela Internet, o que relativamente pouco tempo atrás era apenas um sonho. Este sonho, no entanto, aos poucos vai ganhando corpo. Hoje, além de consultas públicas realizadas por mecanismos digitais do governo, também cresce o número de empreendedores que criam ferramentas digitais, para fiscalizar a atuação dos governantes.

Outros campos também aparecem como oportunidades diante de tais feitos. Desde a biodiversidade, os medicamentos e tratamentos médicos, produtos ecologicamente sustentáveis, e-commerce (hábitos firmam ações) até a diversificação de produtos e serviços oferecidos pelas empresas.

Finalmente, como dito no início, temos pela frente um panorama irreversível. Veio para ficar! E mudar o mundo como o conhecemos! Nessa onda, só sei que é preciso dropar!

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